Sarampo Coça

O Que é Sarampo?

O Sarampo é uma doença altamente contagiosa causada pelo vírus do sarampo (Measles morbillivirus). Geralmente os sinais e sintomas iniciais incluem febre, muitas vezes superior a 40 ºC, tosse, corrimento nasal e olhos inflamados.

1. O QUE É O SARAMPO?

Sarampo é uma doença infecciosa, um vírus altamente contagioso. Boa parte das pessoas que são infectadas lidam com ela sem manifestar quaisquer sintomas, já em outros casos, algumas pessoas sofrerão com:

  • Manchas no corpo e no rosto,
  • Coceira,
  • Conjuntivite,
  • Febre,
  • Tosse persistente e
  • Infecção no ouvido.

O maior perigo, no entanto, envolve as crianças, que têm o sistema imunológico mais frágil. Entre elas, quadros de pneumonia, convulsões e morte são mais comuns, e mais fáceis de ocorrerem.

O sarampo é uma das cinco lesões da infância, junto com a varicela, rubéola, eritema infeccioso e roséola. É altamente infeccioso e transmitido por secreções respiratórias como espirros e tosse. Após o início de uso da vacina tornou-se raro nos países que a utilizam de forma eficaz, como Brasil e toda Europa. Entretanto, ainda causa 40 milhões de casos e de um a dois milhões de mortes por ano em países sem programas de vacinação eficientes. Os surtos tendem a acontecer a cada dois ou três anos.

2. EPIDEMIOLOGIA

A circulação peculiar do vírus do sarampo havia sido extinguida no Brasil, conforme declarou, em julho de 2016, o Comitê Internacional de Avaliação e Documentação da Eliminação do Sarampo. O último caso da doença no país havia sido registrado doze meses antes. Esse último caso teria acontecido no Ceará em julho de 2015. O Brasil ganhou seu certificado de eliminação do sarampo pela Organização Pan-Americana de Saúde em 2016, porém o Ministério da Saúde declara que o país vem lutando para manter este certificado, por conta de dois surtos identificados em 2018, um no Amazonas e outro em Roraima, além de outros casos em estados diferentes como: (Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Pará, São Paulo e Rondônia), totalizando assim 1053 casos confirmados até 1º de agosto de 2018. Nesses surtos, e na maioria dos outros casos, o contágio foi relacionado com a imigração do vírus oriundo da Venezuela. Isso foi confirmado pelo genótipo do vírus (D8) que foi identificado, que é o mesmo ainda em circulação na Venezuela.

3. TRANSMISSÃO

A disseminação do vírus ocorre de forma direta, de pessoa a pessoa, frequentemente por tosse, espirros, fala ou a própria respiração, por isso a facilidade de contágio do vírus. Além de secreções respiratórias ou da boca, também é possível ser contaminado através da dispersão de gotículas com partículas virais no próprio ar, que podem perdurar por tempo relativamente longo nos ambientes, principalmente em locais fechados como escolas e clínicas e etc. A doença é transmitida na fase em que a pessoa apresenta febre alta, mal-estar, coriza, irritação ocular, tosse e falta de apetite e pode durar até quatro dias após o aparecimento das manchas avermelhas.

4. PREVENÇÃO

A fragilidade ao vírus do sarampo é geral, e a única forma de prevenção é a vacinação. Apenas as crianças cujas mães já tiveram sarampo ou foram vacinadas possuem, temporariamente, anticorpos transmitidos pela placenta, que atribuem imunidade ao bebe geralmente ao longo do primeiro ano de vida (o que pode interferir na resposta à vacinação). Com o reforço das estratégias de vacinação, vigilância e demais medidas de controle que vêm sendo implementadas em todo o continente americano desde o final dos anos 90, o Brasil e os demais países das Américas vêm conseguindo manter suas populações imunizadas contra esta doença. Hoje em dia, há o registro de casos importados que, se não forem controlados adequadamente, podem até resultar em surtos endêmicos.

Os principais grupos de risco são as pessoas de seis meses de vida a 39 anos de idade. Entre os adultos, os trabalhadores de portos e aeroportos, hotelaria e profissionais do sexo, podem apresentar maiores probabilidades de contrair sarampo, devido à sua maior exposição a indivíduos de outros países que não adotam a mesma política intensiva de controle da doença. As crianças devem tomar duas doses da vacina combinada contra rubéola, sarampo e caxumba (tríplice viral): a primeira, com um ano de idade; a segunda dose, entre quatro e seis anos. Os adolescentes, adultos (homens e mulheres) e, primordialmente, no contexto atual do risco de importação de casos, os pertencentes ao grupo de risco, também devem tomar a vacina tríplice viral ou dupla viral (contra sarampo e rubéola).

5. COMO EVITAR O SARAMPO

– O único jeito de evitar a doença é tomando a vacina tríplice-viral (sarampo, caxumba e rubéola), disponibilizada pelo Ministério da Saúde gratuitamente nos postos de saúde.

– A primeira dose da vacina deve ser tomada aos 12 meses; a segunda, entre 4 e 6 anos de idade – ou até os 29 anos, caso a pessoa tenha pulado o reforço (confira no caderno de vacinação).

– Dos 29 aos 49, a vacina também esta disponível nos postos, gratuitamente, mas em dose única. A partir dos 50 anos, a pasta considera que a pessoa já foi exposta ao vírus.

– A vacina é vitalicia. Mas se você tem dúvida se está imunizado ou não, vale a pena tomar de novo.

– Não podem receber a vacina: gestantes, caso suspeite da doença, crianças com menos de 6 meses e pacientes imunodeprimidos.

– As grávidas devem esperar terem seus filhos para tomar a vacina. O ideal é checar, antes de engravidar, via exame de sangue, se a gestante está ou não imunizada. Os obstetras costumam pedir esse exame nas primeiras consultas.

– A vacina é o vírus atenuado. Os registros, raros, de reação são de alergia a algum componente.

– Importante: se você já teve a doença, tranquilize-se, pois já está imunizado.

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